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Reserva de Emergência

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Recomendação: 3–6 meses para CLT; 6–12 meses para autônomos e empresários

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Reserva de emergência: o que é, quanto guardar e onde aplicar

A reserva de emergência é o primeiro pilar de qualquer planejamento financeiro sólido. É o dinheiro que garante que um imprevisto — demissão, problema de saúde, conserto urgente — não vire uma dívida. Sem ela, qualquer choque financeiro derruba meses ou anos de construção patrimonial. Com ela, você tem a tranquilidade para tomar decisões racionais em momentos de crise, sem precisar vender investimentos de longo prazo no momento errado.

Quanto guardar: a regra dos 3 a 12 meses

A recomendação padrão é manter entre 3 e 12 meses de despesas mensais na reserva. O ideal varia conforme o perfil de renda: CLT com estabilidade: 3 a 6 meses. Autônomos e freelancers: 6 a 9 meses. Empresários: 9 a 12 meses. Quem tem renda variável, dependentes ou despesas fixas altas deve priorizar o extremo superior da faixa.

Onde guardar a reserva de emergência

A reserva precisa cumprir três critérios simultaneamente: segurança (baixo risco de perda), liquidez (disponível a qualquer momento, sem carência ou penalidade) e rendimento (pelo menos acima da inflação). Os melhores produtos para isso são: Tesouro Selic (garantia do governo, liquidez D+1), CDB com liquidez diária de bancos cobertos pelo FGC, contas remuneradas de bancos digitais e fundos DI com taxa zero.

Posso usar a reserva de emergência para investir em renda variável?

Não. A reserva de emergência deve estar em aplicações de baixo risco com liquidez imediata. Ações, FIIs e criptomoedas são ativos que podem perder valor exatamente nos momentos em que você mais precisa do dinheiro (crises econômicas = demissões + queda dos ativos). Mantenha a reserva separada dos seus investimentos de médio e longo prazo.

O que considerar nos "gastos mensais" para calcular a reserva?

Some todas as despesas essenciais: moradia (aluguel/prestação), alimentação, saúde (plano e medicamentos), transporte, educação, utilidades (água, luz, internet) e qualquer custeio de dependentes. Gastos discricionários como lazer, restaurantes e vestuário podem ser reduzidos em uma emergência, então incluí-los é conservador mas opcional.

Devo priorizar a reserva ou quitar dívidas?

Para dívidas com juros acima de 1% ao mês (cartão rotativo, cheque especial), a quitação deve ser prioridade absoluta. Para dívidas com taxas menores (financiamento imobiliário, carro), o ideal é manter uma reserva mínima de 3 meses e simultaneamente ir quitando as dívidas. Ficar sem nenhuma reserva enquanto quita dívidas é arriscado — um imprevisto pode te obrigar a contrair novas dívidas.